Painel dos mortos
Aqui vamos sintetizar uma
história vasta, surpreendente para muitos bizarras. Tudo teve início com a Covid de 2020. Com
tanta gente conhecida ou desconhecida morrendo José Rodrigues a partir da memória
de Dulcineia Macedo, Dona Ithay e outras pessoas vítimas da doença começou a
fixar foto delas nos sete painéis criados dentro de sua casa, transformada numa
espécie de museu que ele chama de Mosaico de fotos, ou painel do além.
| Zé Rodigues,guardando memória dos mortos |
Hoje calcula que já tem mais de quatro mil fotos, porque incialmente a ideia era homenagear as pessoas que morreram da Covid, porém deu sequência e continuou. Zé Rodrigues recebe foto diretos dos familiares dos mortos, quando não consegue recorre aos perfis nas redes sociais.

J, Paranatinga da imprensa
Manda confeccionar as fotos na RI, que no início cobrava dois reais,
mas hoje fica em torno de cinco. Como banca tudo do bolso tirando do seu
salário Mínimo, Zé manda fazer as fotos por bloco de cem ou duzentas.
Como são milhares de pessoas mortas que tem sua foto os painéis autor da inaudita ideia explica que o critério é imortalizar as pessoas na exposição permanente, tanto pessoas conhecidas quanto anônimas. Destaca da sua exposição as fotos dos políticos Wirlandd Freire empresário e ex prefeito, assim como também Edilson Dias Botelho, militar e ex prefeito de Itaituba como as mais comentadas por quem frequenta a exposição montada em sua própria casa. Como não tem mais espaço nas paredes agora imprime as fotos e coloca em álbuns de fotografias, que vai pacientemente folheando e comentando sobre a história de cada uma das pessoas mortas.
Mas embora a temática da exposição de pessoas
mortas ele também coloca de pessoas vivas também como uma homenagem especial. Para
Zé os painéis servem como terapias e também se sente muito feliz por contar as
histórias contidas em cada foto dos painéis.
O seu painel de fotos de pessoas mortas hoje chama muita atenção e não recebe só visita das pessoas de Itaituba, mas também de turistas curiosos. Sua casa é escancarada as visitas, igual o largo sorriso de Zé Rodrigues que é um flamenguista fanático cujo uniforme virou sua segunda pele.
No começo cobrava ingresso, cinco reais para o acesso,
mas as pessoas deixaram de pagar e ele liberou cobrindo os custos das fotos por
sua conta. Essa história que é
longa vai constar de um livro sobre história e memória de Itaituba ano que vem.
Nazzareno Santos e editor do portal.

1 Comentários
é interessante,dê uma passadinha por lá
ResponderExcluir